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(POL) O Pacifismo é a desvirilização da civilização cristã

O Pacifismo é a desvirilização da civilização cristã

Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada” (Mt 10, 34)

Continuação de: Legítima Defesa e Guerra Justa: aspectos histórico-filosóficos do uso da força

A concepção do pacifismo repousa na ideia de que qualquer forma de violência é imoral e, como tal, é necessário que sejam abolidas todas as forças militares, bem como a organização de um governo que detenha o monopólio da violência para garantir a ordem. Para alguns pacifistas, a própria legítima defesa é um ato imoral, uma vez que gera consequências para o agressor como, por exemplo, a morte, a incapacidade física e sequelas subsequentes.

Portanto, pode-se definir o pacifismo como a rejeição completa de qualquer meio de violência para que seja buscada a paz. Como consequência disso, os pacifistas defendem o princípio da não-violência como único instrumento possível para a modificação do status quo. 

No Ocidente, o pacifismo começa a tomar corpo com a Revolução Religiosa iniciada por Martinho Lutero, em 1517. Após o surgimento do protestantismo, as denominações cristãs surgiram em grande número e, dentre elas, aquela que ficou mais conhecida por defender que os cristãos não podem se utilizar de violência foram os Quakers. Eles se baseavam no Sermão da Montanha para alegar que o cristianismo defendia que os cristãos não poderiam, em hipótese nenhuma, utilizar-se da violência. Esse é, apenas, um dos aspectos nefastos de se abrir a possibilidade para a livre interpretação das Sagradas Escrituras. 

No início da modernidade até o Iluminismo, muitos outros autores surgiram com o intuito de buscar uma paz sem que houvesse a possibilidade do recurso de violência. Como exemplo, podemos citar o Abade de Saint-Pierre, que foi o segundo dos cinco filhos de uma família nobre normanda. Incapacitado fisicamente de entrar nas forças militares, foi conduzido para uma instrução eclesiástica e descobriu sua vocação de intelectual.

Em sua obra Projeto para Tornar Perpétua a Paz na Europa, Saint-Pierre afirmou que era necessário que as nações abdicassem de sua soberania em favor de uma corte internacional composta por uma liga de estados que deveria ser acionada toda vez que se apresentasse alguma situação conflituosa tendente a desaguar em violência, para dirimir a questão, proferindo uma sentença sobre o que deveria ser feito. De acordo com o abade, era necessário, portanto, que as monarquias absolutistas deixassem de existir.

O que Saint-Pierre tinha em mente, aqui, era o reinado de Luís XIV e a forma como ele atuou na Guerra dos Trinta Anos e na Guerra de Sucessão Espanhola. No primeiro caso, Luís XIV, ao concentrar poder e ser movido por interesses políticos nacionalistas, ele desestabilizou, ainda mais, a Europa Central contra os Habsburgos, ampliando o conflito. E, no segundo caso, ele buscou pretextos políticos para invadir a Espanha e estabelecer a dinastia bourbônica. Esses dois casos mostram que Saint-Pierre via com maus olhos a atuação do monarca francês e, por isso, ele adota uma postura anti-absolutista. 

“a paz seria alcançada por meio da integração econômica entre as nações e, como a Segunda Revolução Industrial colaborou para o desenvolvimento de correntes de comércio, acreditava-se que não haveria mais conflitos entre as nações”

Para acabar com as guerras, então, Saint-Pierre elabora uma série de pressupostos que deveriam, obrigatoriamente, ser observados, para que a paz fosse atingida. Antes de enumerar os pressupostos, é importante salientar que a concepção de Saint Pierre era de que a proximidade, cada vez maior, entre as nações, por meio da interdependência, geraria maiores custos e dificuldades para que um monarca absolutista empreendesse um conflito. Assim sendo, para conseguir a paz perpétua na Europa, Saint-Pierre, no Discurso Quatro, de 1729, aponta para as seguintes condições que deveriam ser obedecidas pelos estados-nação

  1. Os monarcas devem respeitar uma aliança de paz 
  2. Os estados devem contribuir financeiramente para o estabelecimento de uma aliança 
  3. Renúncia completa a utilização de meios bélicos para resolver as contendas. 
  4. Qualquer aliado que for contra a aliança será objeto de sanção de todos os demais membros 
  5. Artigos subsequentes aos anteriores não podem modificar os artigos irrenunciáveis 

O pensamento iluminista também foi acompanhado por ideais pacifistas em grande quantidade. O filósofo francês Jean Jacques Rousseau e o alemão Immanuel Kant escreveram sobre a paz. Jean Jacques Rousseau leu com muito entusiasmo a obra do Abade de Saint Pierre e, em um primeiro momento, o elogiou em sua tentativa de estabelecer uma paz. Porém ao invés de estabelecer uma aliança de soberanos, Rousseau vai mais além: em sua obra Extrato e Julgamento do Projeto da Paz Perpétua de Abbé Saint-Pierre, argumenta que é necessário que seja estabelecida uma Confederação de Estados para que, ao delegar uma parte da soberania, as nações encontrassem, na confederação, a solução para que os problemas fossem resolvidos. A partir de então, segundo Rousseau, a paz seria garantida. 

Já o alemão Immanuel Kant coloca como condição necessária para a consecução da paz, em sua obra À Paz Perpétua, a abolição de todas as monarquias. Aqui, nota-se um maior aprofundamento em relação ao que foi colocado por Saint Pierre e Rousseau. Kant queria o estabelecimento de repúblicas como a solução para todos os problemas. Esse ponto está desenvolvido no primeiro artigo definitivo para a paz perpétua e, consequentemente, seria possível maior integração. Em segundo lugar, essas repúblicas deveriam fundar as suas leis em uma federação de estados livres e, por fim, os direitos dos homens, como cidadãos do mundo, seriam limitados às condições da hospitalidade universal. Esses artigos definitivos deveriam ser aplicados após a seguinte sequência de eventos ter sido verificada:

  1. Fim dos tratados secretos 
  2. Abolição dos estados dependentes por heranças 
  3. Abolição dos exércitos permanentes
  4. Fim dos atritos entre as nações por conta de dívidas externas 
  5. Fim das intervenções de um estado na constituição de outro, por meio da força
  6. Estabelecimento da prevalência do Direito Internacional, na eventualidade de alguma guerra. 

Com as guerras napoleônicas, no entanto, a possibilidade do projeto da paz perpétua foi deixada de lado e o que vigorou foi o esquema estabelecido pelo Congresso de Viena, em 1815. A já referida Santa Aliança, permaneceu em voga até a Guerra da Crimeia, quando a Áustria e a Rússia se colocaram em lados opostos do conflito. Na segunda metade do século XIX, o que vigorou foi a posição realista de Otto Von Bismarck, no sentido de garantir a paz por meio de diversos tratados internacionais que visavam garantir o equilíbrio de poder e, ao mesmo tempo, possibilitar a atuação nacionalista. Assim sendo, o pacifismo não consegue se consolidar como pensamento estruturado durante o século XIX. 

Mais tarde, no entanto, movimentos pacifistas de matriz protestante passaram a assumir certo protagonismo no cenário internacional, como, por exemplo, a Sociedade Nova-Iorquina de Paz. Esse movimento propugnava que os cristãos não se envolvessem, em nenhuma hipótese, em conflitos armados, uma vez que o cristianismo impedia que as pessoas matassem umas às outras. Consequentemente, seria necessário que os cristãos se abstivessem de se alistar no exército. Na metade do século, a Sociedade Londrina da Paz amplificou as pretensões do movimento pacifista, preconizando a criação de um órgão internacional pelas nações, para que a paz fosse atingida. O que estava em jogo era fazer com que elas obedecessem a um organismo superior e, com isso, delegassem sua soberania. 

A situação política no início do século XX era, no entanto, desfavorável ao desenvolvimento de uma posição pacifista. Como se observou, a Guerra da Crimeia, bem como a Guerra Franco Prussiana mostram que os estados não seriam regidos por uma organização internacional e mesmo os acordos secretos nem sempre eram respeitados pelas nações. Como se pode ver, o pacifismo se caracteriza por uma ingenuidade, ao repousar suas esperanças em uma mudança de perspectiva a respeito da soberania nacional e na ideia de que a mudança de regimes favorecerá a paz. Isso demonstra que o pacifismo se baseia numa visão equivocada daquilo em que consistem a virtude e a busca pela verdadeira paz. 

O espírito pacifista, comum entre a sociedade progressista, principalmente na França e na Grã-Bretanha, assiste à eclosão da Primeira Guerra Mundial com grande choque. De acordo com esses pacifistas, a paz seria alcançada por meio da integração econômica entre as nações e, como a Segunda Revolução Industrial colaborou para o desenvolvimento de correntes de comércio, acreditava-se que não haveria mais conflitos entre as nações, já que o custo econômico e político seria muito caro. Em 1915, buscando uma resposta para a guerra, em Londres e nos Estados Unidos da América, surgiram as chamadas Sociedades para paz. A ideia era buscar um caminho para a criação de uma organização internacional para lidar com a guerra e a paz. 

No final do conflito mundial, que ficou conhecido como “a guerra para pôr fim a todas as guerras”, as nações se reuniram na cidade de Versalhes para buscar um acordo que traria a paz definitivamente para o mundo. É dentro desse contexto que surge o protagonismo de Woodrow Wilson. Ele foi um dos entusiastas da Liga para Forçar a Paz e, a partir do momento em que eclodiu a guerra, buscou compreender, dentro de sua perspectiva liberal, os motivos dela. No Congresso de Versalhes, ele vê a oportunidade perfeita para aplicar a sua visão a respeito da ordem internacional. Juntamente com David Lloyd George, ele apresenta os chamados 14 pontos para o estabelecimento da paz na Europa que são os seguintes:

  1. Fim da Diplomacia Secreta: uma das causas da guerra, de acordo com Woodrow Wilson, foi o estabelecimento de acordos diplomáticos secretos que deixaram a Europa em um grau de desconfiança. [1]
  2. Livre Navegação nos mares: o Mediterrâneo estava fechado, uma vez que o Império Otomano era rival da Rússia. Para Wilson, era necessário abrir os mares e garantir a liberdade para os negócios. 
  3. Remoção das barreiras de comércio: no contexto da Segunda Revolução Industrial, os países passaram a adotar medidas aduaneiras para conseguir evitar a concorrência.
  4. Redução de armamentos: o período anterior à Primeira Guerra Mundial ficou conhecido como a Paz Armada.
  5. Descolonização. 
  6. Respeito à autodeterminação dos povos. 
  7. CRIAÇÃO DA LIGA DAS NAÇÕES
  8. Evacuação da Bélgica: Em 1839, por conta do Tratado de Londres, a Bélgica tinha um status de neutralidade e, como ela foi invadida pela Alemanha, Wilson queria que a situação voltasse ao status quo ante bellum. 
  9. Sérvia com saída para o Mar.
  10. Polônia Independente com saída para o mar: era necessário que o Tratado de Brest-Litovsk de 1917 fosse revogado.
  11. Fronteiras Italianas de acordo com as nacionalidades: o problema, para Wilson, era que o Norte da Itália continha muitos austríacos e isso tornava a situação da Itália demasiado complexa. 
  12. Alsácia-Lorena para a França: para evitar o revanchismo francês oriundo a Guerra Franco Prussiana. 
  13. Paz sem vencedores: não houve vencedor na Primeira Guerra Mundial. 
  14. Disseminação do liberalismo. 

A Liga das Nações foi estabelecida como organismo para evitar que houvesse uma conflagração mundial. É interessante notar que, no mesmo período, o Papa Bento XV, observando a situação catastrófica da Europa, bem como as consequências que levaram o continente à guerra, escreve uma encíclica com uma visão de como a paz deveria ser buscada. De acordo com a encíclica Beatissimi Apostolorum, a guerra foi causada pela falta de caridade que, sem Deus, torna-se apenas filantropia inútil; e também pelo desprezo à autoridade legítima, pelo ódio entre as classes e pelo amor ao dinheiro. Por essa razão, a paz deveria ser alcançada pela volta aos princípios do Evangelho. 

O que prevaleceu, no entanto, foi a visão liberal a respeito da ordem internacional e, com ela, o pacifismo. Nos Estados Unidos, na França, na Espanha e na Grã-Bretanha, centenas de movimentos pacifistas começaram a emergir, tendo como objetivo fundamental o desarmamento dos países, bem como o fim de qualquer tentativa de controle por meio do uso da força. No cenário internacional, a Liga das Nações buscou fazer com que as nações se comprometessem com a desmilitarização. Em 1927, como resultado do Tratado de Washington [2], as nações se puseram de acordo para reduzir o poderio naval. Posteriormente, em 1928, foi assinado o Tratado de Briand-Kellog [3], entre EUA e França que se comprometeram a não usar a guerra como instrumento político. 

“A mentalidade pacifista liberal é aprofundada por uma visão de que a causa de toda violência é oriunda dos impulsos sexuais reprimidos”

Apesar do crescimento do pacifismo como corrente política, a realidade mostrou-se muito mais difícil. Em primeiro lugar, porque o início da década de 1930 é de ascensão do Nazismo e do início da expansão do Império do Japão. Consequentemente, a Liga das Nações não foi capaz de fazer com que a visão de Woodrow Wilson fosse implementada com integridade. Para pôr em termos claros como a política pacifista penetrou em grandes nações, pode-se mencionar a atuação de Chamberlain no final dos anos 30: ao dar um voto de confiança para Adolf Hitler, ele chegou a afirmar que a paz estava garantida na Europa. No entanto, o que se viu foi a eclosão da II Guerra Mundial em menos de um ano.

É interessante notar que cientistas políticos criticaram, fortemente, a posição dos pacifistas no período entreguerras. O primeiro deles foi Edward. H. Carr em seu livro Vinte Anos de Crise (1919-1939), em que critica a visão de Woodrow Wilson sobre o período após a Primeira Guerra Mundial, sobretudo por seus pressupostos liberais. Segundo o autor, as nações não deixam de guerrear por economia, pois estão realmente interessadas é no poder. Outro crítico severo do pensamento pacifista foi Hans Morgenthau. Em seu livro A Política Entre As Nações, ele argumenta que os estados são levados pelos interesses egoístas e por complexos de poder. 

Após a Segunda Guerra Mundial, os pacifistas tentaram retomar a agenda, com a visão de que as armas nucleares deveriam ser controladas. O problema é que, no final da guerra, a União Soviética estava crescendo no cenário internacional e o Ocidente precisaria, à exceção dos EUA, de uma grande reforma estrutural.

Além disso, por conta de todo o desenvolvimento do movimento pacifista, a chamada Teoria da Paz Democrática havia sido consolidada entre os países ocidentais. De acordo com essa teoria, nas democracias é muito mais difícil de um líder iniciar um conflito armado, uma vez que ele precisa prestar contas ao Congresso, além disso, nas democracias não se trabalha com o conceito de inimigo e, por fim, como as democracias são, geralmente, capitalistas, o mais importante é o aspecto econômico, e a guerra impede o crescimento da economia. 

Outro aspecto do pacifismo, no contexto pós Segunda Guerra Mundial, foi a tentativa de “robustecer” a Liga das Nações que havia malogrado no intuito de resguardar a paz na Europa. A criação da Organização das Nações Unidas foi pensada para ter um “braço armado” que garantisse a paz entre as nações. Porém, o famigerado Conselho de Segurança continha duas visões de mundo em seu interior: a comunista e a capitalista. Com isso, a ONU não conseguiu evitar guerras. Logo na primeira metade da década de 1950, a Guerra da Coréia abalou o mundo e quase foi o estopim para uma nova guerra mundial. 

“Joseph Nye e o historiador Francis Fukuyama argumentaram que o espraiamento do liberalismo e das democracias seria o responsável pela paz no mundo”

O quadro se agravou à medida que a Escola de Frankfurt passou a ganhar maior notoriedade no Ocidente. A mentalidade pacifista liberal é aprofundada por uma visão de que a causa de toda violência é oriunda dos impulsos sexuais reprimidos e de que os crimes são fruto do ambiente. Portanto, o que se pode observar é que, os esquerdistas querem fazer com que o homem seja incapaz de ser imputado como autor de um crime.

Como John Sênior argumenta, a ideia de colocar o problema da violência nas causas exteriores faz com que a justiça seja vista como algo inexistente, bem como a punição não seja vista como algo moral. Por isso, é necessário compreender que a guerra contra o mal seja impedida, desvirilizando a civilização cristã.

O livro Eros e Civilização de Herbert Marcuse foi uma tentativa de colocar o marxismo e o freudismo em consonância. Para isso, Marcuse afirma que a cultura (superestrutura) é semelhante ao superego freudiano e, com isso, é necessário que as pessoas se libertem daquilo que as oprime para buscar a felicidade. No caso da Guerra do Vietnã, isso fica muito evidente. O mantra “faça amor, não faça guerra”, entoado em Woodstock, ecoava a visão frankfurtiana sobre o problema da Guerra e o caminho para a paz. A sugestão era antiga: a velha comunidade de crianças e mulheres, proposta por Platão no século IV a. C. e Tommaso Campanella no século XVII, apregoando que era necessário uma comunidade de mulheres para cada concubino, a fim de estabilizar a ira dos homens.

Após este início estrondoso, as divisas  “paz e amor” adentrariam as décadas de 1970 e 1980, como o lema dominante no pensamento dos pacifistas, que buscavam enfraquecer o Ocidente com uma retórica desarmamentista, e cuja expressão mais emblemática é a canção Imagine, de John Lennon. 

No final da Guerra Fria, com a derrocada da União Soviética, o modelo liberal triunfa sobre o seu rival. Nos Estados Unidos da América, a ideia dominante era de que as democracias liberais deveriam ser espalhadas para o mundo inteiro, visando a ampliar a globalização e a interdependência. O cientista político Joseph Nye e o historiador Francis Fukuyama argumentaram que o espraiamento do liberalismo e das democracias seria o responsável pela paz no mundo.

No entanto, a Guerra do Golfo e Guerra da Bósnia mostram que os conflitos podem seguir uma outra dinâmica, ligada ao choque de civilizações e de visões de mundo, com um pano de fundo metafísico. Pode-se notar que o desenvolvimento do liberalismo chega aos limites quando seus propagadores finalmente se dão conta de que o homem não é levado meramente por razões utilitaristas e pragmáticas.


NOTAS:

[1] O Tratado de Resseguro de 1887 e a Liga dos Três Imperadores de 1872 são exemplos de como que Woodrow Wilson via a política externa de Bismarck como o prelúdio para a desconfiança e a situação de grande instabilidade na Europa.

[2] O Tratado de Washington foi um tratado assinado entre Grã Bretanha, EUA e Japão para delimitar as forças navais no Oceano Pacífico e, com isso, garantir que não houvesse um conflito internacional. Nesse contexto, o Japão estava se preparando para a conquista da Manchúria, em 1931, dando início à Guerra Sino-Japonesa.

[3] O Tratado de Briand-Kellog tem como base o irenismo. O irenismo é uma corrente de pensamento que afirma que as polêmicas devem ser evitadas e que a apologia católica deve se basear, exclusivamente, no uso da razão e não na verdade revelada por Deus.

Rodrigo Muller

Internacionalista e Palestrante que deseja resgatar a tranquilidade da ordem no caos da modernidade.

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